Boa noite, 30 de Agosto de 2025
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Marketing e Política

Por: Joilson Bruno

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Bora entender sobre Marketing e Política, comunicação, redes sociais, conteúdo 4.0 e blá...blá...? Sou Jornalista MTE 1.333/MA , MBA em Marketing e atualmente acadêmico de Letras UEMA

Eles querem a viúva! Finalmente, os vereadores de aposição disseram para que vieram em Aldeias Altas


Data: 28/08/2025 12:44

Finalmente, a “turma do bairro” da Câmara de Aldeias Altas mostrou a que veio. Autodenominados G6, fizeram ecoar na última sessão para que vieram e claro lembrei uma velha frase que me remete a um conhecido apresentador de Caxias, que sempre repetia: “Eles querem a viúva” — metáfora clara para a Prefeitura.

Desde o início desta legislatura, parte dos vereadores parece ter perdido o foco em legislar para o coletivo e passou a se dedicar a embates pessoais com o Executivo e até entre si. Tornaram-se “fiscais triviais”, limitando-se a denúncias frágeis, muitas delas arquivadas por falta de consistência. O resultado é uma pauta esvaziada de conteúdo, mas carregada de intenções políticas. Na sessão do dia 27/08, contudo, o véu caiu de vez. De peito estufado, o G6 reafirmou em coro fantasioso suas pretensões: “Queremos a viúva!” Ali, o plenário deixou de ser espaço de debate público para se transformar em palanque antecipado. Esqueceram de viver o presente da cidade, mas seus projetos pessoais para 2028 chegando a declarar que dali sairia um candidato a prefeito. A história, mais uma vez, se repete: ontem o “fogo de monturo”, hoje o G6. Sempre o mesmo enredo, apenas com novos atores (e alguns repescados de fracassos passados).

É nesse teatro que ressoa a voz de Maria Bethânia em “Errei Sim”. Na canção, o erro é assumido de frente, com nobreza e coragem, sem medo do julgamento. Já na política aldeense, o erro é diferente, não é fruto da humanidade, mas de cálculo não vem com confissão, mas com disfarce, não é resistência, é vaidade. O perigo está aí. Não se trata de condenar o direito legítimo de qualquer cidadão disputar o Executivo, mas de perceber quando o interesse público é trocado pela fome de poder. Quando a política se reduz a cálculo pessoal, a cidade inteira perde e os olhos famintos pela “viúva” tornam-se ameaça concreta ao futuro de Aldeias Altas.

Ao escrever estas linhas, recordo também Machado de Assis em O ideal do crítico: “São óbvias as consequências de uma tal situação. As musas, privadas de um farol seguro, correm o risco de naufragar nos mares sempre desconhecidos da publicidade.”

Entre Machado e Bethânia, fica o resumo: o erro, quando humano, pode ser poesia; quando político e repetido, é risco e tragédia.

 

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